Um dia destes, entrou na farmácia uma senhora com umas quantas receitas na mão e parou a olhar para um expositor em que publicitavamos o teste da próstata... depois de alguns segundos, dirigiu-se a mim e perguntou :
- Ai agora também fazem teste à próstata?Hummm não sabia que se podia fazer na farmácia...
Eu, simpática, expliquei que sim, que era apenas uma picada no dedo e tal,julgando que a sra queria saber para dizer ao marido, ao filho,neto... Eis que ela me diz mto séria:
- Um dia destes venho em jejum e com mais tempo e faço esse teste então...para agora, que tou com pressa, são só estas receitinhas tá bem menina?
Pensei "Ooohhh não...será que ela está mesmo a falar a sério?...irreal!"...e respondi :
-Não, este teste a sra não precisa de fazer...não tem próstata,pq só os hom... Ela nem me deixou acabar e diz toda zangada:
- Não tenho?? Também pensei que não tinha diabetes e colesterol... e olhe para os medicamentos que ando a tomar pa isso!
Tive que controlar a minha vontade de rir, e mantive o meu ar profissional tentando explicar à sra. que não tem, nem nunca poderá vir a ter próstata...e haviam de ver o ar aliviado dela!Pelo menos para a próstata, ela não ia ter que tomar remédios....
Há, portanto, agora uma nova questão que se levanta!! Poderá a próstata ser contagiosa!?:-) (menus...cartão vermelho)
ResponderEliminarHehehe. LOL!
ResponderEliminarAs senhoras adoram poder dizer que têm esta, aquela, aqueloutra doença... Só queria ver a reacção dela se soubesse que, dantes, o teste à próstata era invariavelmente por "palpação introdutória de um objecto estranho" (a ver se douro o «supositório»", mas que é difícl, é...:
"[...] Quando a vara de Moisés se converteu naquela serpente tão feroz que fugiu para que não o mordesse, logo perdeu a figura, a ferocidade e a peçonha. O Dedo não é assim. Por qualquer parte que o tomeis sempre é serpente, sempre morde, fere, leva veneno consigo. Mata a esperança, que é o último remédio que a natureza deixou a todos os males. Não há correctivo que o modere, nem arte que o abrande, nem lisonja que o adoce. Por mais que confeiteis um ‘dedo’ sempre amarga; por mais que o enfeiteis, sempre é feio; por mais que o doureis, sempre é de ferro. Tão injuriosa palavra é um ‘dedo'. Para a necessidade, dura; para a honra, afrontosa, e para o merecimento, insofrível." - Adaptação livre